As aulas já acabaram há mais de um mês e só sei que estou cheio de saudades da escola. Mas o mais absurdo disto tudo é que tenho estado a estudar para um exame que deixei para segunda fase, e já não consigo ver mais livros à frente, estou simplesmente enjoado de tantos livros.
Sempre gostei de ler, até ao décimo ano lia livros de autores como J. K. Rowling, Dan Brown, Christopher Paolini e José Rodrigues dos Santos. Actualmente, apesar de continuar a gostar de ler livros deste género de autores, as minhas leituras foram um bocado desviadas para o carácter científico. Não sei ao certo o motivo deste desvio, tudo começou por sugestões de um professor e quando dei por mim sempre que ia à fnac, a primeira coisa que fazia era dirigir-me à secção dos livros na categoria divulgação científica.
Mas como disse, ando mesmo enjoado de livros e já nem nos livros não escolares consigo pegar, nem que seja por apenas cinco minutos. O mais confuso de tudo isto, é que sinto saudades de ler esses livros ou simplesmente de abordar eles no portefólio de FSQ, nada me dava mais prazer do que falar de um livro que tinha lido num comentário. Talvez por isso tenha saudades da escola, não é de estudar, não é de fazer testes, é de falar sobre o que leio ou, simplesmente, de escrever sobre isso.
Muitas das vezes, para não dizer 90% das vezes, começava por basear-me num livro para abordar um determinado assunto, e acabava por me perder completamente no tema, só sei que acabava o comentário a falar de coisas completamente absurdas que nada tinham a ver com o que tinha lido ou com o tema inicialmente retratado. Passado algum tempo, quando recebia o portefólio ficava fulo, pois estava todo sublinhado a vermelho e havia coisas que simplesmente não entendia porquê, mas o pior era mesmo quando o professor dizia que se aquilo fosse um trabalho realizado na universidade era atirado directamente para o lixo. O professor da referida disciplina deve ter ficado enjoado de mim, de tanto me aturar, porém eu ainda estava mais chateado com ele, pois achava que ele estava a ser exigente de mais.
Agora, sei que apenas estava fulo com aquilo tudo, não por achar que o professor tinha exagerado, mas sim por não conseguir aceitar a ideia de que o que estava a escrever estava errado, infundamentado e era acima de tudo absurdo.
Actualmente, sempre que escrevo, dou comigo a avaliar cada linha, cada frase, cada parágrafo, com o objectivo de escrever coisas coerentes, fundamentadas e que não sejam absurdas.
Sei que voltarei a cometer erros destes em próximos textos ou comentários, porém as 90% das vezes que me dispersava e dizia o que não devia, passaram agora para 10%, isto em apenas meses, e visto que ainda falta mais de um ano para entrar na universidade, se tudo correr bem, acho que ainda posso reduzir ainda mais esta percentagem, realizando trabalhos que não mereçam ser atirados para o lixo.
Tudo isto só foi possível devido às críticas feitas aos meus comentários para o portefólio, e se na altura ficava fulo por estas lá se encontrarem, agora agradeço por elas e são bem-vindas. Não me arrependo do que escrevi, pois se nunca o tivesse feito, nunca teria tido a oportunidade de tentar melhorar.